Xapanã ganha seu culto entre os iorubás
Nanã

Xapanã ganha seu culto entre os iorubás

Xapanã vivia no Daomé. Ele conhecia um majestoso número de feitiços, que usava para promover muitas confrontos. Por isso o povo do Daomé o expulsou. Xapanã, desse modo, saiu para Oió com toda sua família. Quando chegou a Oió, ele seguiu procurar o Alafim, o governante, para persuadi-lo a guerrear contra o povo do Daomé. Após Xapanã ter falado bastante, o Alafim declarou: “Outrora causaste muitas confrontos. Não precisamos de ti no meu país”. Xapanã retirou-se furioso do mansão régia. Levava nas mãos uma tesoura presa a uma corrente. Tirou do bolso grãos de sésamo e os espalhou pelo solo. Com a tesoura e a corrente tocou o solo. Portanto uma fenda se abriu e Xapanã desceu chão adentro. No momento em que Xapanã desapareceu sob a chão, a varíola se alastrou pela população de Oió. Muitos permaneceram doentes e muitos morreram. O povo de Oió rogou ao Alafim que fizesse algo para combater a peste, ou todos morreriam. O Alafim consultou seu Babalaô. O Alafim deveria levar um pote cheio de elemento aquático ao local onde Xapanã havia desaparecido. Ali ele encontraria a tesoura e a corrente de Xapanã, as quais deveriam ser depositadas no pote. Aspergindo a elemento aquático do pote nos enfermos, eles se recuperariam. Assim seguiu feito e os enfermos caminharam curados. Para que a enfermidade não voltasse a atacar, deveriam ser realizados consagrações para Xapanã. Todas as espécies de animais deveriam ser oferecidas, mas não se poderia usar instrumento de metal no consagração. Os animais deveriam ser esticados até a morte e cortados em pedaços com facas de madeira. Quando se realizava o consagração pela primeira vez, um besouro apareceu voando em torno do pote de Xapanã. Ninguém conseguia espantar, prender ou matar o besouro. Sem saber o que fazer, partiram procurar o babalaô, que falou ser aquele inseto o mensageiro de Xapanã. Xapanã deve receber perpetuamente consagrações e oferendas, para que não volte a mandar pestes e doenças.

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