Euá atemoriza Xangô no cemitério
Nanã

Euá atemoriza Xangô no cemitério

Numa manhã coberta de neblina, sem suspeitar onde se encontrava, Xangô dançava com alegria ao som de um tambor. Xangô dançava alegremente em meio à névoa quando apareceu uma figura feminina enredada na brancura da manhã. Ela interrogou-lhe por que dançava e tocava naquele lugar. Xangô, perpetuamente petulante, contestou-lhe que fazia o que ansiava e onde bem lhe conviesse. A pessoa escutou e replicou-lhe que ali ela governava e desapareceu aos olhos de Xangô. Mas ela lançou sobre Xangô os seus eflúvios e a névoa dissipou-se, deixando ver as sepulturas. Xangô era poderoso e alegre, mas temia a morte e os mortos, os eguns. Xangô sentiu-se aterrorizado e saiu dali correndo. Mais tarde Xangô se dirigiu à residência de Orunmilá se consultar e o idoso declarou-lhe que aquela dama era Euá, a dona do cemitério. Ele estava dançando na morada dos mortos. Xangô sentia pavor da morte e desde desse modo em nenhuma circunstância mais entrou num cemitério, nem ele nem seus seguidores.

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