Euá
Nanã

Euá

Euá transforma-se numa fonte e sacia a sede dos descendentes Havia uma criatura que tinha dois descendentes, aos quais amava mais do que tudo. Levando as crianças, ela ia todos os dias à floresta em busca de lenha, lenha que ela recolhia e vendia no mercado para sustentar os herdeiros. Euá, seu nome era Euá e esse era seu trabalho, ia ao bosque com seus rebentos todo dia. Uma vez, os três estavam no bosque entretidos quando Euá percebeu que se perdera. Por mais que procurasse se orientar, não conquistou Euá achar o trajeto de volta. Mais e mais caminharam os três se embrenhando na floresta. As duas crianças iniciaram a reclamar de fome, de sede e de cansaço. Quanto mais andavam, maior era a sede, maior a fome. As crianças desde então não podiam andar e clamavam à genitora por líquido venerável. Euá procurava e não achava nenhuma fonte, nenhum riacho, nenhuma poça d’elemento aquático. Os herdeiros outrora morriam de sede e Euá se desesperava. Euá implorou aos orixás, solicitou a Olodumare. Ela deitou-se junto aos herdeiros moribundos e, ali onde se encontrava, Euá transformou-se numa nascente d’líquido divino. Jorrou da fonte líquido venerável cristalina e fresca e as crianças beberam dela. E a fonte de vida matou a sede das crianças. E os herdeiros de Euá sobreviveram. Mataram a sede com a líquido consagrado de Euá. A fonte continuou jorrando e as águas se juntaram e formaram uma lagoa. A lagoa extravasou e as águas mais adiante originaram um novo rio. Era o rio Euá, o Odô Euá.

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