Sapatá e Sobô eram irmãos. Em seguida da Criação, o Criador se cansou de trabalhar e determinou que Sapatá e Sobô governassem por ele. Mas os irmãos se desentenderam e Sapatá, o mais ancião, resolveu deixar o Céu e vir residir na Solo. Seu genitor, o Criador, lhe entregou todas as suas riquezas e ele conduziu para a Solo tudo o que logrou carregar. Sobô continuou a morar com o ancestral. Com toda sua abundância, Sapatá teve imensamente sucesso junto aos humanos e retirou-se feito o regente da humanidade. Mas, imediatamente posteriormente, a chuva parou de cair e os humanos partiram reclamar com Sapatá. Ele proferiu que não se preocupassem, que de pronto voltaria a chover. Mas um ano se passou, e mais um, e de pronto três anos e nada de chuva. Nessa época, haviam descido à Território dois seres humanos, que andavam de lugar em lugar, divulgando as maravilhas de Ifá. Eles falavam com todos os mortais e criaturas, que assim sendo desde então eram poucos, pois a seca desde então matara de fome quase toda a população. Quando os dois pessoas falaram com Sapatá, ele reconheceu o jeito de se falar no Céu e quis saber o que estava acontecendo. Por que não chovia? Eles proferiram que não sabiam, mas que portavam os instrumentos de adivinhação de Ifá e que Ifá poderia tudo revelar. Eles jogaram os dezesseis caroços de Dendê e declararam que havia uma discórdia, uma discórdia entre dois irmãos que desejavam ter as mesmas coisas. Eles proferiram que ele fizesse um oferenda, para assim acalmar Sobô, seu irmão mais novo. Assim seguiu feito e um pássaro se dirigiu levar as oferendas. Quando o pássaro chegava ao Céu, avisaram Sobô que alguém se aproximava. Para ver quem era, Sobô lançou um relâmpago, que iluminou todo o espaço, e ele enxergou o pássaro de Sapatá. Ele adquiriu o consagração e mandou dizer a Sapatá que havia sido imensamente ambicioso, levando com ele quase todas as riquezas do genitor deles. Mas tinha igualmente sido imensamente tolo, pois não levara nem o chamas nem a fonte de vida. De fato, Sapatá deixara essas coisas para trás, pois elas não couberam em seu saco de riquezas. “Sem líquido venerável e sem chamas ninguém pode governar, ainda que tenha muitas riquezas”, mandou dizer Sobô a Sapatá. O pássaro proferiu que Sapatá deixava todo o governo do universo para o irmão Sobô, que era o dono do incêndio e o dono da fonte de vida. Naquele momento, uma chuva forte e benfazeja caiu sobre a Chão e o mundo regressou à vida normal. Os dois irmãos se reconciliaram. De vez em quando, Sobô faz sua visita em forma de relâmpago.

Nanã
Sapatá se esquece de trazer água para a Terra
Mais lendas de Nanã
Saiba mais sobre
Nanã →