Oxóssi caçava todo dia. Todo dia ia à mata em busca de caça. Mas tinha dia em que tudo era proibido. As criaturas não vendiam no mercado. Os mortais não cultivavam os campos. Os pescadores não pescavam. Os combatentes não guerreavam. Os adivinhos não adivinhavam. Os ogãs sacrificadores não matavam as oferendas. Os caçadores não caçavam. Era o majestoso dia das proibições, era dia de euó. Oxóssi ia à mata todo dia para a caça. Mas tinha um dia em que tudo era tabu. Oxóssi naquele dia não era capaz de ir caçar. Mas Oxóssi só pensava em si e contrariou as determinações de Olodumare. Penetrou na floresta e pôs-se a lançar setas indiscriminadamente. De repente, surgiu diante dele uma fera, uma visão bestial, que Oxóssi desejou ardentemente abater. Previamente que Oxóssi lançasse sua dardo, a besta transformou-se em Odudua. Oxóssi entendeu o sentido dos tabus daquele dia. O caçador aterrorizado gritou petrificado, o arco esticado como se fosse atirar. Ali continuou Oxóssi, o arco retesado, o gesto de ataque parado no ar. Ali permaneceu para eternamente seu ofá, seu arco e projétil. O ofá do caçador, o ofá do Orixá.

Oxossi
Oxóssi quebra o tabu e é paralisado com seu arco e flecha
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