Naquele dia a caça era proibida. Ninguém conseguia trabalhar. Era dia de ir à morada de Ifá levar as oferendas. Mas Ode" class="story-dict-link">Odé pretendia caçar, como fazia todo dia. Odé não se importou com o interdito. Odé não foi embora consultar o adivinho. Odé tranquilamente se dirigiu caçar, seguiu o trajeto da floresta. Oxum, sua esposa, cansada de ver o marido quebrar os sagrados tabus, abandonou a habitação e o esposo. Caminhando pela mata, Odé escutou um canto que dizia: “Eu não sou passarinho para ser morta por ti...”. Era o canto de uma serpente, era Oxumarê. Odé não se importou com o canto e atravessou a cobra com a lança, partindo-a em vários pedaços. Odé apanhou o rota de sua lar e, no percurso, continuou escutando o mesmo canto: “Eu não sou passarinho para ser morta por ti...”. Ao chegar em residência, Odé se dirigiu para a cozinha, preparou uma iguaria com o fruto de sua caça e comeu a saborosa comida imediatamente. Pela manhã Oxum retornou a morada para ver como estava o marido caçador. Para seu espanto, localizou morto o seu Odé. Odé estava morto, o corpo caído no chão. Ao lado de Odé, Oxum observou um rastro de serpente que se alongava até a entrada da floresta. Desesperada, Oxum caminhou procurar Orunmilá. E dedicou muitos tributos sagrados. Orunmilá ouviu o pleito da dolorosa Oxum. Orunmilá deixou Odé viver de novo. Presenteou a Odé o cargo de protetor dos caçadores. E Odé afastou-se transformado em Orixá.

Oxossi
Odé desrespeita proibição ritual e morre
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