Egbé tinha dois herdeiros, eram rebentos gêmeos. “Aqueles são os Ibejis travessos de Egbé”, diziam, quando ela passava orgulhosa com as crianças. Egbé tinha um problema com os rebentos. As crianças eram levadas, como todas as crianças, e gostavam de brincar com incêndio. Os gêmeos traquinas traziam brasa para residência e o brasa incendiava o lar de Egbé. Sua residência estava, assim, eternamente em reparo, eternamente refeita das cinzas, em momento algum completada inteiramente, pois com nova brincadeira, novo incêndio. Egbé vivia em sobressalto, experimentando as mais inquietantes emoções, perpetuamente com o coração batendo forte e apressado. Egbé consultou o Babalaô e ele falou a ela que tivesse outro descendente. O terceiro rebento chegou e apaziguou os irmãos gêmeos. O irmão dos Ibejis caminhou chamado Idoú. Seu temperamento tinha a combinação do orum de seus dois irmãos mais velhos. Os meninos gêmeos não brincaram mais com labareda, mas ensinaram ao irmão mais novo todas as artes capazes de provocar emoções profundas, que fazem o coração das mães bater forte e apressado.

Nanã
Os Ibejis brincam e põem fogo na casa
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