Os Ibejis brigam por causa do terceiro irmão
Nanã

Os Ibejis brigam por causa do terceiro irmão

Oxum almejava um descendente e rogou para Orunmilá. Ele ordenou-lhe que fizesse oferenda de dois carneiros, dois cabritos e dois galos, de dois pombos, duas roupas e dois sacos de Búzios. Quando Oxum presenteou à luz, não era um nem eram dois. Oxum teve três herdeiros. Mas ela não conseguia criar as três crianças e mandou embora o mais novo dos irmãos para domínio criar os outros dois, Taió e Caiandê. Idoú, o irmão rejeitado, não gostou de sua sorte e surgiu viver na cabeça dos irmãos. Vivia ora no Ori de Taió, ora no ori de Caiandê. Idoú atormentava os gêmeos sem sossego. Os Ibejis habitavam brigando. Oxum estava enlouquecida com as brigas dos meninos. Seguiu consultar Orunmilá e ele enxergou a presença de Idoú. Ele entregou à genitora nove espelhos para que mirasse os herdeiros e visse em qual dos dois vivia o egum de Idoú. Oxum mirou um deles e observou quatrocentos rebentos. Mirou o segundo e não observou nada. Um deles teve que morrer para proteger o outro. Mas o gêmeo que sobreviveu não suportava a ausência do irmão. Ele abriu a sepultura e retirou o corpo do irmão. Entretanto o menino morto não se movia, por mais que o irmão vivo o chamasse ele não respondia, não o acompanhava, não o pretendia. O irmão vivo não desistiu do companheiro e amarrou o irmão morto no seu próprio corpo. Desde assim sendo eles passeiam juntos, atados um no outro. Quando eles passam alegres, discutindo, o povo diz: “Olha os Ibejis, olha os meninos gêmeos da Oxum”.

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