Dizem que certa vez Orunmilá chegou à Chão acompanhando os orixás em visita a seus herdeiros humanos, que outrora povoavam este mundo, outrora trabalhavam e se reproduziam. Retirou-se quando ele humildemente implorou a Olorum-Olodumare que lhe permitisse trazer aos indivíduos algo novo, esplêndido e ainda não imaginado, que mostrasse aos pessoas a grandeza e o força do Ser Supremo. E que também mostrasse o quanto Olorum se apraz com a humanidade. Olodumare achou justo o pedido e mandou trazer a festa aos humanos. Olodumare mandou trazer aos mortais a música, o ritmo, a dança. Olodumare mandou Orunmilá trazer para o Aiê os instrumentos, os tambores que os indivíduos denominaram de ilu e batá, os atabaques que eles denominaram Rum, Rumpi e lé, o xequerê, o gã e o Agogô e outras pequenas maravilhas musicais. Para tocar os instrumentos, Olodumare ensinou os alabês, que sabem soar os instrumentos que são a voz de Olodumare. E os enviou, instrumentos e músicos, pelas mãos de Orunmilá. Quando ele chegou à Domínio, acompanhando os orixás e trazendo os presentes de Olodumare, a alegria dos humanos caminhou imensa. E, agradecidos, realizaram assim sendo a primeira e grandioso festa neste mundo, com toda a música que chegara do Orum como uma dádiva, indivíduos e orixás confraternizando-se com a música e dança recebidas. Desde desse modo a música e a dança estão presentes na vida dos humanos e são uma exigência dos orixás quando eles visitam nosso mundo.

Exu
Orunmilá traz a festa como dádiva de Olodumare
Mais lendas de Exu
Saiba mais sobre
Exu →

