Eleguá ajuda Orunmilá a ganhar o cargo de adivinho
Exu

Eleguá ajuda Orunmilá a ganhar o cargo de adivinho

Xangô afastou-se o primeiro adivinho. Era sobremaneira amigo de Orunmilá, que assim sendo não tinha profissão e era imensamente desprovido. Xangô, querendo ajudar o amigo miserável, caminhou a Olofim pedir que desse a Orunmilá o autoridade da adivinhação. Declarou Xangô que não desejava continuar na profissão de adivinho, pois as confrontos eternamente lhe tomavam sobremaneira tempo. Olofim concordou. Mas deveria pôr à prova a capacidade de Orunmilá. Olofim saiu para o campo. Transportou consigo milho cru e milho tostado. Num canteiro semeou o milho cru, noutro, o milho torrado. Eleguá assistiu a toda a cena. Eleguá requisitou oferendas a Orunmilá e em troca lhe contou o segredo das sementes. Olofim transportou Orunmilá ao local da plantação. Questionou qual o canteiro onde plantara as sementes que haveriam de germinar. Orunmilá, devidamente instruído por Eleguá, mostrou-lhe onde estavam as sementes cruas por nascer. Olofim se deu por satisfeito e entregou a Orunmilá os segredos da adivinhação. Ossaim, o herborista, também permaneceu sabendo da prova arquitetada por Olofim. Procurou Eleguá para saber a resposta correta, mas não quis dar as oferendas que ele pedia. Ossaim não afastou-se ajudado por Eleguá, permanecendo com o posto de conhecedor das ervas. Só Orunmilá sabe ler o futuro. Só Orunmilá pode adivinhar corretamente.

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