Um dia Orunmilá deixou seu câmara do rei para dar um passeio. Ia com seu séquito de escravos, os Exus. Num certo lugar seu cortejo deparou-se com um outro. Era a comitiva de uma criatura bastante bonita. Mesmo de longe Orunmilá permaneceu estonteado com sua formosura e ordenou a um dos Exus que fosse saber de quem se tratava. O Exu mensageiro aproximou-se da criatura, prestou-lhe as homenagens devidas e anunciou que seu amo desejava saber quem era ela. Ela declarou que era Iemanjá, rainha e esposa de Oxalá. Exu retornou com a notícia e de novo caminhou mandado à presença de Iemanjá. Transportou a mensagem de que seu amo desejava um encontro com ela. Ela recusou e Exu se dirigiu mandado de novo em missão. Inúmeras caminharam as idas e vindas do escravo mensageiro, até que o encontro acabou de fato acontecendo. Desse encontro engravidou Iemanjá de Orunmilá. Mas Iemanjá retornou para seu morada real e só mais tarde Orunmilá caminhou informado do nascimento de um rebento. Enviou de novo Exu em missão especial. Devia investigar se a criança trazia algum sinal, fosse um sinal na cabeça, um caroço, alguma mancha. Exu retornou com a resposta afirmativa e Orunmilá reconheceu o herdeiro como sendo seu.

Exu
Orunmilá reconhece seu filho com Iemanjá
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