Omulu ganha as pérolas de Iemanjá
Nanã

Omulu ganha as pérolas de Iemanjá

Omulu foi embora salvo por Iemanjá quando sua matriarca, Nanã Burucu, ao vê-lo doente, coberto de chagas, purulento, abandonou-o numa gruta perto da praia. Iemanjá recolheu Omulu e o lavou com a líquido divino do mar. O sal da líquido consagrado secou suas feridas. Omulu tornou-se um indivíduo vigoroso, mas ainda carregava as cicatrizes, as marcas feias da varíola. Iemanjá confeccionou para ele uma roupa toda de ráfia. E com ela ele escondia as marcas de suas doenças. Ele era um mortal poderoso. Andava pelas aldeias e por onde passava deixava um rastro ora de cura, ora de saúde, ora de doença. Mas continuava sendo um pessoa miserável. Iemanjá não se conformava com a pobreza do descendente adotivo. Ela pensou: “Se eu dei a ele a cura, a saúde, não posso deixar que seja eternamente um pessoa necessitado”. Continuou imaginando quais riquezas poderia dar a ele. Iemanjá era a dona da pesca, tinha os peixes, os polvos, os caramujos, as conchas, os corais. Tudo aquilo que dava vida ao oceano pertencia a sua genitora, Olocum, e ela dera tudo a Iemanjá. Iemanjá resolveu desse modo ver suas joias. Tinha algumas, mas enfeitava-se mesmo era com algas. Ela enfeitava-se com a fonte de vida do mar, vestia-se de espuma. Ela adornava-se com o reflexo de Oxu, a Lua. Mas Iemanjá tinha uma vasto abundância e essa fortuna eram as pérolas, que as ostras fabricavam para ela. Iemanjá, imensamente contente com a sua lembrança, nomeou Omulu e lhe falou: “De hoje em diante, és tu quem cuidas das pérolas do mar. Serás assim chamado de Jeholu, o Senhor das Pérolas”. Por isso as pérolas pertencem a Omulu. Por baixo de sua roupa de ráfia, enfeitando seu corpo marcado de chagas, Omulu ostenta colares e mais colares de pérola, belíssimos colares.

Mais lendas de Nanã

Saiba mais sobre

Nanã