Nos primórdios, os seres humanos não entendiam a varíola. Quando apareciam as marcas vermelhas no corpo de alguém, a comunidade inteira entrava em pânico. Expulsavam o doente da aldeia, como se a enfermidade fosse uma maldição divina. Os abandonados morriam sozinhos na floresta, sem cuidado nem amor. Omolu observava tudo isso com profunda tristeza. Ele desceu ao mundo e se disfarçou de mendigo coberto de feridas, batendo de porta em porta. Na maioria das casas, era expulso com pedras e insultos. Mas numa casa humilde, uma velha mulher o acolheu, lavou suas feridas e lhe deu comida e abrigo. Omolu revelou então sua verdadeira natureza e a ensinou: a varíola não era punição, mas uma prova de resistência. Quem sobrevivia saía mais forte. Ele ensinou ervas, rituais de cuidado e a importância de não abandonar o enfermo. A mulher transmitiu esse ensinamento a toda a sua linhagem, e assim o conhecimento de Omolu se espalhou pelo mundo.
Omolu / Obaluaie
Omolu ensina os humanos sobre a varíola
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