Quando Omolu nasceu, sua mãe Nanã ficou assustada com sua aparência. Seu corpo estava coberto de chagas e marcas que nenhuma mãe desejaria ver. Tomada pelo pânico e pela vergonha, Nanã envolveu o bebê em palhas e o deixou à beira do mar. As ondas do oceano, tocadas por Iemanjá, encontraram a criança. Iemanjá sentiu pena do pequeno e o recolheu, lavando suas feridas com a água salgada do mar. Com o tempo, as chagas cicatrizaram, mas as marcas permaneceram. Iemanjá criou Omolu com todo o amor que ele não havia recebido de Nanã. Quando Omolu cresceu, compreendeu que suas marcas eram na verdade o símbolo de sua força: ele havia sobrevivido a tudo e por isso detinha o poder sobre as doenças. Nenhuma enfermidade era desconhecida para ele, pois ele mesmo havia passado por todas. Tornou-se assim o senhor da cura e da morte, o orixá que conhece tanto o sofrimento quanto a redenção. Seus filhos são frequentemente pessoas que transformam a dor em força.

Omolu / Obaluaie
Omolu é abandonado e encontra seu poder
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