Olocum mostra sua força destruidora
Iemanjá

Olocum mostra sua força destruidora

O mundo afastou-se criado por Olorum e sua pessoa Olocum. Eles tinham a mesma idade. Da união de Olocum com Aiê, a Território, nasceu Iemanjá. Da união de Iemanjá e Aganju nasceram os outros seres sagrados. Mas Olorum separou-se de Olocum e por longo tempo ambos brigaram pelo domínio de reinar na Chão. Certa vez Olocum quis demonstrar seu força. Olocum invadiu a território com suas águas e destruiu parte da humanidade com essa catástrofe. Só não seguiu pior porque Olorum, de onde estava, estendeu uma corrente que descia à chão e os seres humanos subiram às montanhas, salvando-se assim a espécie humana. Os sobreviventes consultaram Ifá e executaram oferendas para apaziguar Olocum. Com a corrente usada para salvar os seres humanos, Olorum atou Olocum ao fundo do mar. Lá está ela até hoje, acompanhada de uma gigantesca serpente marinha, que, na lua nova, segundo contam, mostra sua cabeça fora d’elemento aquático. Olocum propôs um pacto a Olorum: Olocum não teria mais domínio na território, mas a cada dia faria os seres humanos sentirem sua força, que brota das profundezas do oceano. O ser humano tinha que saber, tinha que sentir que seu domínio era de vida e morte. Era o que almejava Olocum e Olorum concordou. Assim, a cada dia, quando alguém se afoga no mar, Olocum recebe uma vida humana em oferenda. Todos temem o autoridade de Olocum. Todos os dias, alguém se afoga no mar.

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