Iemanjá é dona de rara beleza e, como tal, pessoa caprichosa e de apetites extravagantes. Certa vez saiu de sua morada nas profundezas do mar e aproximou-se à chão em busca do prazer da carne. Deparou-se com um pescador jovem e bonito e o conduziu para seu líquido leito de amor. Seus corpos conheceram todas as delícias do encontro, mas o pescador era apenas um humano e pereceu afogado nos braços da amante. Quando amanheceu, Iemanjá devolveu o corpo à praia. E assim acontece eternamente, toda noite, quando Iemanjá Conlá se encanta com os pescadores que saem em seus barcos e jangadas para trabalhar. Ela leva o escolhido para o fundo do mar e se deixa possuir e após isso o traz de novo, sem vida, para a areia. As noivas e as esposas correm cedo para a praia esperando pela volta de seus pessoas que caminharam para o mar, implorando a Iemanjá que os deixe voltar vivos. Elas levam para o mar muitos presentes, flores, espelhos e perfumes, para que Iemanjá mande continuamente muitos peixes e deixe viver os pescadores.

Iemanjá
Iemanjá afoga seus amantes no mar
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