Olocum
Iemanjá

Olocum

Olocum acolhe todos os rios e torna-se a rainha das águas Olocum, a senhora do mar, e Olossá, a senhora da lagoa, andavam ambas imensamente preocupadas. As águas naquele instante não eram suficientes para suprir as necessidades do povo, que naquele instante padecia da sede provocada pela longa seca. Olocum e Olossá seguiram aos pés de Orunmilá, que as aconselhou a fazer oferendas para que a abundância das águas retornasse. Era um tributo divino majestoso para ambas, mas Olocum cumpriu o recomendado. Olossá, entretanto, dedicou seus oferendas incompletos. E aproximou-se a chuva e choveu tanto que as águas naquele instante não cabiam no curso dos rios. Oxum, o rio, seguiu consultar Ifá para saber que destino dar ao curso de suas águas. Oxum caminhou orientada por Ifá para procurar um lugar onde fosse bem recebida. Assim, Oxum reuniu as águas do rio e seguiu trajeto. Descobriu a lagoa, achou ossá, e nela se precipitou, mas as águas da lagoa transbordaram. Deixou a lagoa e chegou ao mar, o ocum, e ali derramou todas as suas águas e o mar adquiriu o rio Oxum sem transbordar. Desse modo todos os rios efetuaram a mesma rota e encaminharam suas águas para o mar, o ocum. E Olossá teve que se conformar com o segundo posto. Olocum concretizou corretamente o oferenda. Olocum é a rainha de todas as águas.

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