Obaluaê conquista o Daomé
Nanã

Obaluaê conquista o Daomé

Um dia Obaluaê saiu com seus lutadores. Ia em direção à chão dos mahis, no Daomé. Obaluaê era conhecido como um combatente sanguinário, atingindo a todos com as pestes, quando estes se opunham a seus desejos. Os habitantes do lugar, quando souberam de sua chegada, partiram em busca de ajuda de um adivinho. Ele recomendou que fizessem oferendas, com muita pipoca, inhame pilado, Dendê e todas as comidas de que o combatente gostasse. Pipocas acalmam Obaluaê. Proferiu que seria aconselhável que todos se prostrassem diante dele, que se prostrassem em total submissão. Assim o executaram. “Totô hum! Totô hum! Atotô! Atotô!” “Respeito! Silêncio!” Obaluaê, satisfeito com a sujeição daquele povo, o poupou. Declarou que a partir daquele dia viveria naquele reino. Assim o concretizou e em pouco tempo o país tornou-se próspero e opulento. Obaluaê obteve nas propriedades mahis o nome de Sapatá. Mesmo assim era preferível chamá-lo de Ainon, Ainon, Senhor da Solo, ou Jeholu, Senhor das Pérolas. Esses diferentes nomes caminharam adotados por famílias importantes, mas infelizmente provocaram desentendimentos entre elas e os governantes do Daomé. Muitas vezes as famílias de Sapatá partiram expulsas do reino e, em represália, muitos monarcas daomeanos morreram de varíola. Tanta discórdia provocou seu nome, que hoje ninguém sabe mais qual o melhor nome para se chamar Obaluaê.

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