Ifá dá ao feiticeiro as lendas da adivinhação
Exu

Ifá dá ao feiticeiro as lendas da adivinhação

Um feiticeiro passava por um vasto dissabor: uma calamidade estava dizimando seus discípulos. Seu prestígio declinava a cada dia. O povo e o governante estavam alarmados. Com a anuência do soberano, o feiticeiro saiu em longa peregrinação. Andava e andava em busca de solução. Andou meses e meses sem nada encontrar. Um dia, com o sol a pino, ele descobriu na estrada um veterano que se vestia de branco. O idoso convidou o feiticeiro a segui-lo. Juntos chegaram à morada do ancião. O veterano deu comida e bebida ao feiticeiro e portanto lhe apresentou suas criaturas. Eram dezesseis e cada uma falou seu nome: “Gbê-meji”, anunciou a primeira. “Iecu-meji”, anunciou a segunda. “Gudá-meji”, proferiu a terceira, e assim por diante todas se apresentaram: Sas-meji, Ca-meji, Turuquepe-meji, Uoli-meji, Di-meji, Losso-meji, Uelé-meji, Abla-meji, Acalá-meji, Tula-meji, Leté-meji, Sé-meji e Fu-meji. Assim as dezesseis esposas eram chamadas na língua do povo mina. O veterano de branco proferiu ao feiticeiro que cada criatura sua tinha dezesseis herdeiros e que cada rebento tinha, por sua vez, dezesseis herdeiros. Ele concedeu ao feiticeiro a história de cada um dos dezesseis vezes dezesseis descendentes. Com o conhecimento das histórias, o feiticeiro logrou voltar à sua território e solucionar todos os problemas de seu povo. Ele se dirigiu o primeiro sacerdote de Ifá.

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