Um dia, no princípio dos tempos, orixás e indivíduos revoltaram-se contra Iemanjá, pois Iemanjá, continuamente que almejava, saía das profundezas e invadia a chão com suas águas. Orixás e pessoas, unidos, procuraram Olorum, que enviou Obatalá à Território para averiguar a acusação. Eleguá, que a tudo escutou, avisou Iemanjá e aconselhou-a a consultar Ifá. Feito isso, Iemanjá consagrou um carneiro em oferenda contra o domínio de seus inimigos. Enquanto Obatalá, em Ifé, escutava os protestos, protestos dos seres humanos e dos orixás, Iemanjá invadiu de novo a chão e as águas inundaram tudo e chegaram até onde estava o grandioso regente. Cavalgando as ondas do mar vinha Iemanjá. Vitoriosa e soberba sobre as ondas enfurecidas, ela mostrava sua oferenda. Iemanjá mostrava a cabeça do carneiro. Lá estava Obatalá e lá estava Iemanjá e Iemanjá tinha alguma coisa preciosa para Obatalá. Iemanjá fizera o tributo venerável e Obatalá aceitou a oferenda. Obatalá confirmou o domínio de Iemanjá. Em nenhuma circunstância se passa imensamente tempo sem que o mar invada a território, Iemanjá cavalgando a temida maré.

Iemanjá
Iemanjá tem seu poder sobre o mar confirmado por Obatalá
Mais lendas de Iemanjá
Saiba mais sobre
Iemanjá →
