Iemanjá seduz seu filho Xangô
Iemanjá

Iemanjá seduz seu filho Xangô

Xangô costumava deitar-se em sua esteira para deixar passar as horas e descansar o corpo e o essência consagrada. Sua progenitora Iemanjá por vezes fazia o mesmo em sua companhia e ambos passavam horas e horas adormecidos lado a lado. Certo dia Iemanjá sentiu correr por seu corpo um calor estranho. Sentia desejos pelo corpo do rebento. Uma sede sexual intensa agarrou conta de Iemanjá. Deitada, como estava, se dirigiu se aproximando do descendente sem nenhum pudor. Ao sentir um corpo frenético encostado ao seu, Xangô despertou de seu sono pesado e espantou-se com o assédio da genitora, a confissão do desejo de tê-lo como ser humano. Desesperado, Xangô fugiu. Subiu na copa de uma palmeira. Seu coração palpitava, a indignação era vasto. Iemanjá correu atrás do herdeiro e, ao pé da palmeira, declamou palavras de desejo. As propostas de Iemanjá caminharam recusadas por Xangô, mas Iemanjá não aceitou ser rejeitada. Num ato histérico, Iemanjá jogou-se ao chão e, com as mãos crispadas raspando o chão com as unhas, emitiu um gemido extasiante. Xangô a escutou e tentou esquecer-se da figura confusa da progenitora. Mas ele fora seduzido de algum modo. Desceu da palmeira e abraçou-se a ela. Desse modo Iemanjá e Xangô amaram-se como ser humano e pessoa.

Mais lendas de Iemanjá

Saiba mais sobre

Iemanjá