Em certa ocasião, os mortais estavam preparando imensos festas em homenagem aos orixás. Por um descuido inexplicável, se esqueceram de Iemanjá, esqueceram de Maleleo, que ela também se chama assim. Iemanjá, furiosa, conjurou o mar e o mar deu início a engolir a solo. Dava medo ver Iemanjá, lívida, cavalgar a mais alta das ondas com seu abebé de prata na mão direita e o ofá da guerreira preso às costas. Os pessoas, assustados, não sabiam o que fazer e imploraram ajuda a Obatalá. Quando a estrondosa imensidão de Iemanjá outrora se precipitava sobre o que restava do mundo, Obatalá se interpôs, levantou seu opaxorô e ordenou a Iemanjá que se detivesse. Obatalá criou os seres humanos e não consentiria na sua destruição. Por respeito ao Criador, a dona do mar acalmou suas águas e concedeu por finda sua colérica revanche. Naquele instante estava satisfeita com o castigo imposto aos imprudentes mortais.

Iemanjá
Iemanjá mostra aos homens o seu poder sobre as águas
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