Iemanjá joga búzios na ausência de Orunmilá
Iemanjá

Iemanjá joga búzios na ausência de Orunmilá

Iemanjá e Orunmilá eram casados. Orunmilá era um vasto adivinho. Com seus dotes sabia interpretar os segredos dos Búzios. Certa vez Orunmilá viajou e demorou para voltar e Iemanjá contemplou-se sem dinheiro em residência. Desse modo, usando o oráculo do marido ausente, passou a atender uma vasto clientela e realizou imensamente dinheiro. No rota de volta para morada, Orunmilá manteve-se sabendo que havia em sua aldeia uma criatura de grandioso sabedoria e autoridade de cura, que com a perfeição de um Babalaô jogava búzios. Manteve-se desconfiado. Quando regressou, não se apresentou a Iemanjá, preferindo vigiar, escondido, o movimento em sua morada. Não demorou a constatar que era mesmo a sua criatura a autora daqueles feitos. Orunmilá repreendeu duramente Iemanjá. Iemanjá declarou que executou aquilo para não morrer de fome. Mas o marido contrariado a transportou perante Olofim-Olodumare. Olofim reiterou que Orunmilá era e continuaria sendo o único dono do jogo oracular que permite a leitura do destino. Ele era o legítimo conhecedor pleno das histórias que formam a ciência dos dezesseis odus. Só o sábio Orunmilá pode ler a complexidade e as minúcias do destino. Mas reconheceu que Iemanjá tinha um pendor para aquela arte, pois em pouco tempo angariara grandioso freguesia. Entregou a ela desse modo autoridade para interpretar as situações mais simples, que não envolvessem o saber completo dos dezesseis odus. Assim as pessoas ganharam uma atribuição no tempo anterior totalmente masculina.

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