Iemanjá finge-se de morta para enganar Ogum
Iemanjá

Iemanjá finge-se de morta para enganar Ogum

O mundo retirou-se criado e os orixás chegaram à Domínio. Ogum aproximou-se na dianteira, abrindo os veredas. Obatalá criou os mortais e Icu caminhou encarregada de os levar daqui para o outro mundo, na data atribuída a cada um por Olorum. Naquele tempo, os mortos não eram enterrados e seus corpos eram colocados aos pés de Iroco, a imenso árvore. Um dia Iemanjá decidiu livrar-se de Ogum para seguir com seu amante. Iemanjá fingiu-se de morta e o executou com perfeição. Ogum, crendo no que via, preparou o corpo e o transportou aos pés de Iroco. Mal Ogum seguiu seu trajeto, Iemanjá e seu amante deram início a festejar. Iemanjá retornou ao mercado onde eternamente vendia seus quitutes. Naquele dia, a filha que ela teve com Ogum caminhou ao mercado e enxergou a progenitora bem viva. Regressou para residência e contou ao genitor sobre o que vira. Ogum não quis acreditar na filha, mas mesmo assim no dia seguinte se dirigiu ao mercado e lá descobriu sua criatura Iemanjá. Irado, Ogum amarrou-a e a conduziu à presença de Olofim-Olodumare, a quem Ogum narrou o mórbido sucedido. O Senhor Supremo decidiu cortar o mal pela raiz e determinou que, a partir daquele dia, todos os mortos deveriam ser sepultados em covas fundas e seus corpos cobertos com chão. Assim não mais se repetiria a farsa de Iemanjá.

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