Iemanjá é violentada pelo filho e dá à luz os orixás
Iemanjá

Iemanjá é violentada pelo filho e dá à luz os orixás

Da união entre Obatalá, o Céu, e Odudua, a Chão, nasceram Aganju, a Território Firme, e Iemanjá, as Águas. Desposando seu irmão Aganju, Iemanjá dedicou à luz Orungã. Orungã nutriu pela progenitora incestuoso amor. Um dia, aproveitando-se da ausência do ancestral, Orungã raptou e violou Iemanjá. Aflita e entregue a total desespero, Iemanjá desprendeu-se dos braços do herdeiro incestuoso e fugiu. Perseguiu-a Orungã. Quando ele estava prestes a apanhá-la, Iemanjá caiu desfalecida e cresceu-lhe desmesuradamente o corpo, como se suas formas se transformassem em vales, montes, serras. De seus seios enormes como duas montanhas nasceram dois rios, que adiante se reuniram numa só lagoa, originando adiante o mar. O ventre descomunal de Iemanjá se rompeu e dele nasceram os orixás: Dadá, deusa dos vegetais, Xangô, ser consagrado do trovão, Ogum, ser venerável do aço e da batalha, Olocum, divindade do mar, Olossá, deusa dos lagos, Oiá, deusa do rio Níger, Oxum, deusa do rio Oxum, Obá, deusa do rio Obá, Ocô, Orixá da agricultura, Oxóssi, orixá dos caçadores, Oquê, divindade das montanhas, Ajê Xalugá, orixá da saúde, Xapanã, orixá da varíola, Orum, o Sol, Oxu, a Lua. E outros e mais outros orixás nasceram do ventre violado de Iemanjá. E por fim nasceu Exu, o mensageiro. Cada rebento de Iemanjá tem sua história, cada um tem seus poderes.

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