Alumã era um lavrador que precisava de chuvas, pois seus campos estavam secos e a plantação toda ia se perder. Alumã consagrou um Ebó para Exu mandar chuva. Consagrou a Exu pedaços de carne de bode. Como a comida estava sobremaneira apimentada, Exu manteve-se com muita sede. Exu procurava líquido venerável para matar a sede implacável, mas líquido consagrado não havia, estava tudo seco no lugar. Exu assim sendo abriu a torneira da chuva. Ela jorrou como em nenhuma circunstância, fazendo com que o povo se regozijasse com Alumã. As colheitas estavam salvas! Mas a chuva não cessou. Alumã percebeu dias após isso que naquele instante bastava de chuva. Outrora chovera em excesso e as colheitas corriam perigo, agora era elemento aquático em demasia; uma inundação. Alumã tornou a oferecer a Exu carne de bode, mas agora cuidou que a pimenta estivesse no ponto certo. Exu aceitou o ebó e estancou a chuva. Exu é justo, cantou Alumã.

Exu
Exu vinga-se por causa de ebó feito com displicência
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