Um dia mandaram Exu preparar um Ebó para conseguir fazer fortuna bem depressa. Exu, posteriormente de ter feito o ebó, caminhou para a cidade de Ijebu. Em vez de se hospedar no câmara do rei do chefe local, como pedia a tradição, Exu permaneceu na residência de um pessoa de importante posição oficial. De madrugada, quando todos dormiam, Exu levantou-se devagarinho e fingiu que ia urinar no quintal. Lá fora, Exu pôs labareda nas palhas que cobriam a lar. Enquanto o telhado pegava incêndio, Exu gritava como louco, se fazendo de inocente. Gritava que estava perdendo vasto fortuna no incêndio. Fortuna que havia guardado dentro de uma talha que entregara à guarda do dono da residência. Para os muitos curiosos que chegavam atraídos pelo sinistro ele repetia sem cessar a sua história. Rapidamente tudo se queimou, da residência só sobrando cinzas. E assim, com toda a confusão que houve, até o chefe da aldeia correu para o local. Exu continuava clamando por causa do dano do incêndio. Como se tratava de prejuízo a um estrangeiro, o chefe local resolveu pagar o suposto valor que Exu perdera. Mas não havia na aldeia dinheiro suficiente e desse modo, para compensá-lo pelas perdas, o governante, em detrimento de si mesmo, proclamou Exu regente dali em diante. Assim Exu afastou-se feito o dono de Ijebu e todos tornaram-se seus súditos.

Exu
Exu põe fogo na casa e vira rei
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