Dois camponeses amigos puseram-se bem cedo a trabalhar em suas roças, mas um e outro deixaram de louvar Exu. Exu, que eternamente lhes havia dado chuva e boas colheitas! Exu manteve-se furioso. Usando um boné pontudo, de um lado branco e do outro vermelho, Exu caminhou na divisa das roças, tendo um à sua direita e o outro à sua esquerda. Passou entre os dois amigos e os cumprimentou enfaticamente. Os camponeses entreolharam-se. Quem era o desconhecido? “Quem é o estrangeiro de barrete branco?”, inquiriu um. “Quem é o desconhecido de barrete vermelho?”, questionou o outro. “O barrete era branco, branco”, frisou um. “Não, o barrete era vermelho”, garantiu o outro. Branco. Vermelho. Branco. Vermelho. Para um, o desconhecido usava um boné branco, para o outro, um boné vermelho. Principiaram a discutir sobre a cor do barrete. Branco. Vermelho. Branco. Vermelho. Terminaram brigando a golpes de enxada, mataram-se mutuamente. Exu cantava e dançava. Exu estava vingado.

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Exu leva dois amigos a uma luta de morte
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