Xangô usurpa a coroa de Ogum
Xangô

Xangô usurpa a coroa de Ogum

Xangô e Ogum eram irmãos, mas rivais, porque Xangô tinha tomado o trono de Ogum. Xangô causava muita perturbação e Iemanjá não o ansiava como regente, pois era violento e traquinas. Iemanjá almejava que Ogum fosse o soberano, pois ele tinha qualidades que Xangô não tinha. Era mais longevo, confiável, mais calmo e responsável. Era também o primogênito de Iemanjá e Orixalá. Xangô era mimado, era o herdeiro preferido de Iemanjá e Orixalá. Ainda assim, sua progenitora escolheu Ogum para soberano. Desse modo, quando Iemanjá preparou a festa para coroar Ogum, Xangô declarou a si mesmo: “De maneira alguma posso deixar de ser monarca”. E Xangô traiu Ogum. Misturou um preparado na bebida de Ogum e Ogum dormiu a noite inteira por conta do feitiço. Assim sendo Xangô cobriu-se com uma pele de carneiro, disfarçando-se de Ogum, que era peludo. Quando as luzes partiram apagadas para o ritual, Xangô sentou-se silenciosamente no trono. Ele adquiriu a coroa das mãos de Iemanjá. Enquanto Ogum dormia, realizaram todas as coisas que tinham de ser feitas na cabeça de Xangô. Quando as luzes se acenderam, todos contemplaram que haviam coroado Xangô e não Ogum.

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