Iansã proíbe Xangô de comer carneiro perto dela
Xangô

Iansã proíbe Xangô de comer carneiro perto dela

Um dia Xangô passeava a cavalo. Avistou um mansão régia e falou: “Eu vou para lá”. Quando chegou, quis saber do porteiro quem era o dono. “É de Oiá”, replicou o porteiro. E Xangô proferiu: “Eu quero falar com ela”. O porteiro contestou que era impossível. “Mas eu quero falar com ela”, insistiu Xangô. Desse modo o porteiro retirou-se até Iansã e contou que lá fora um cavaleiro, um governante, almejava vê-la. Iansã invocou Xangô para dentro, mas, quando ele concretizou reverência na frente dela, Iansã imediatamente sentiu o cheiro de carneiro. Portanto Xangô questionou se ela almejava ser sua esposa. Iansã questionou de que lugar ele vinha e quis saber qual era a comida que ele comia. “Curi agbô. Carneiro”, replicou Xangô. “Não, eu não quero me casar contigo porque comes isso que eu detesto.” Mas Iansã acabou por concordar com o casamento desde que fosse mantida uma restrição: toda vez que ele quisesse comer carneiro, que ele voltasse para sua domínio e por lá ficasse por três meses, previamente de regressar. Xangô aceitou a proposta e eles se casaram. Casaram-se mas não vivem juntos. Essa é a razão por que Oxum é concubina de Xangô.

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