Xangô era rebento de Oraniã. Em suas viagens, Oraniã passou por Empê, em território tapa. Elempê, o soberano, consagrou-lhe a filha em casamento, uma princesa de nome Iamassê. Dessa união nasceu Xangô. Xangô seguiu criado na território de sua progenitora. Desde menino Xangô não escondia o temperamento forte e desde então comandava um exército de brinquedo. Fazia traquinagens e amedrontava os habitantes do lugar. Crescido, Xangô foi embora em busca de aventuras. Carregou consigo seu oxé, o machado de duas lâminas, e um saco de couro onde guardava seus segredos: o energia divina de cuspir brasa e lançar as pedras de raio, o autoridade de lançar edum ará. Xangô visitou a cidade e o povo de Cossô, mas em Cossô os habitantes não o quiseram como soberano, por causa de seu caráter intranquilo. Magoado com a rejeição, Xangô usou de seus poderes e castigou com crueldade o povo de Cossô. Com trovões e pedras de raio Xangô atacou a cidade e prontamente a população caiu a seus pés, rogando clemência: “Kabiyesi Xangô, Kawô Kabiyesi Obá Kossô”. “Viva Sua Majestade Xangô, Governante de Cossô.” A cidade se rendia e a coroa lhe oferecia. Xangô caminhou feito monarca e realizou grandiosos obras. Por seu governo justo, jamais afastou-se esquecido o majestoso Obá Cossô. Todos os seus súditos o aclamavam: “Kabiyesi Xangô, Kawô Kabiyesi Obá Kossô”.

Xangô
Xangô torna-se rei de Cossô
Mais lendas de Xangô
Saiba mais sobre
Xangô →
