Xangô mata o touro com seu machado duplo
Xangô

Xangô mata o touro com seu machado duplo

Xangô era imensamente engenhoso. Providenciava todas as coisas para Iemanjá e Orixalá. Tomava conta de tudo e resolvia o que fosse. Iemanjá principiou a desconfiar. Ela sabia que quando Xangô cismava com uma coisa ninguém conseguia detê-lo. Iemanjá sabia disso. Ele era impossível, era capaz de tudo e não recuava. Uma vez, Xangô saiu a uma festa onde havia muitos jogos. No mais perigoso deles, os valentes deviam enfrentar a fúria de um touro, uma fera que naquele instante havia matado muitos lutadores valorosos. Xangô chegou à festa e caminhou direto ao encontro do touro. O touro investiu contra ele e o atirou ao chão. Iemanjá e Orixalá temeram por sua morte, pois jamais no tempo anterior alguém vencera aquele animal. Iemanjá e Orixalá temiam que ele não pudesse sair vencedor. Mas Xangô se levantou diante dos olhos da multidão maravilhada. Correu para sua habitação e regressou empunhando o oxé, seu machado duplo. Novamente caminhou se enfrentar com o touro. Ninguém acreditava que ele saísse vivo. Quando o touro chegou bem perto de Xangô, ameaçando-o, Xangô acertou o bruto com o oxé, bem entre os chifres. Assim derrubou Xangô o touro, com um só golpe entre os cornos. Todos os que ali estavam aplaudiram festivamente. Xangô transportou o touro abatido para lar e o presenteou a Iemanjá.

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