Xangô retirou-se um descendente rebelde, saía pelo mundo fazendo o que desejava. Seu ancestral Obatalá era informado de seus atos, recebendo muitas queixas pelas artes do rebento. Obatalá justificava os atos de Xangô, alegando que ele não havia sido criado perto dele. Mas esperava o dia em que Xangô a ele se submeteria. Uma ocasião, Xangô estava na residência de uma de suas criaturas. Havia deixado o cavalo amarrado à porta da lar. Obatalá e Odudua passaram por lá e conduziram o cavalo. Xangô percebeu o roubo e saiu em busca do animal. Se dirigiu informado de que dois velhos que por ali passavam haviam levado o cavalo. Xangô saiu em seu encalço e na perseguição achou Obatalá. Quis enfrentar Obatalá, que não se intimidou diante do rapaz, exigindo respeito e submissão. Obatalá ordenou: “Kunlé! Foribalé!”. “Ajoelhe-se! Prostre-se no chão aos meus pés!” E Xangô, desarmado, atirou-se ao solo. Xangô estava dominado por Obatalá. Xangô desde então tinha consigo seu Colar de contas vermelhas e assim sendo Obatalá desfez o colar de Xangô e alternou as contas encarnadas de Xangô com as contas brancas de seu próprio colar. Obatalá entregou a Xangô o novo colar vermelho e branco. Agora todos saberiam que aquele era seu descendente.

Xangô
Xangô ganha o colar vermelho e branco
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