Xangô e seus seres humanos lutavam com um inimigo implacável. Os combatentes de Xangô, capturados pelo inimigo, eram mutilados e torturados até a morte, sem piedade ou compaixão. As atrocidades naquele instante não tinham limites. O inimigo mandava entregar a Xangô seus indivíduos aos pedaços. Xangô estava desesperado e enfurecido. Xangô subiu no alto de uma pedreira perto do acampamento e dali consultou Orunmilá sobre o que fazer. Xangô solicitou ajuda a Orunmilá. Xangô estava irado e iniciou a bater nas pedras com o oxé, bater com seu machado duplo. O machado arrancava das pedras faíscas, que acendiam no ar famintas línguas de incêndio, que devoravam os soldados inimigos. A conflito perdida se dirigiu se transformando em vitória. Xangô ganhou a conflito. Os chefes inimigos que haviam ordenado o massacre dos soldados de Xangô seguiram dizimados por um raio que Xangô disparou no auge da fúria. Mas os soldados inimigos que sobreviveram partiram poupados por Xangô. A partir daí, o senso de justiça de Xangô caminhou admirado e cantado por todos. Através dos séculos, os orixás e os indivíduos têm recorrido a Xangô para resolver todo tipo de pendência, julgar as discordâncias e administrar justiça.

Xangô
Xangô é reconhecido como o orixá da justiça
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