Todas as nações tinham Xangô como soberano, menos os malês, que são muçulmanos. Um dia, Xangô caminhou até a cidade deles para levar alguém de sua família. Mas os malês não o aceitaram, porque entre eles só vivia quem tivesse o mesmo sangue deles. Xangô não gostou nada nada daquilo. Por todas as partes ele havia deixado gente sua, só os malês não aceitaram. Desse modo Xangô retornou para lar e contou a Iansã o que acontecera. Ele a nomeou para fazerem batalha aos malês e Iansã concordou prontamente. Eles partiram no dia seguinte, Iansã na frente. Ia imensa, colossal, completamente coberta de brasa, soltando relâmpagos em todas as direções. Xangô retirou-se atrás, espalhando coriscos à sua volta. A solo e todas as outras coisas tremiam e os coriscos de Xangô causavam destruição entre os malês. Eles pensaram que era o fim do mundo, avistaram Iansã lançando todo o seu energia venerável, mas também observaram Xangô e entenderam o que estava acontecendo. Xangô chegava para dominar. Os malês, assim sendo, imploraram pelo fim do suplício. Xangô exigiu que eles se submetessem ao seu autoridade. Com sobremaneira medo da destruição, os malês aceitaram o energia divina de Xangô e abriram a porta da cidade para que entrasse quem fosse da vontade de Xangô. Assim, Xangô também é governante na cidade dos malês. Só que em homenagem a esse povo muçulmano Xangô deixou de comer carne de porco, tão imenso era seu desejo de ser respeitado por essa Nação.

Xangô
Xangô deixa de comer carne de porco em honra dos malês
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