Xangô dá a Obaluaê os cães de Ogum
Xangô

Xangô dá a Obaluaê os cães de Ogum

Xangô era um indivíduo bastante popular. Um dia, na praça, um leproso de nome Obaluaê o procurou. “Por que não falas comigo?”, indagou o pestilento. Xangô replicou-lhe que seu genitor Obatalá lhe havia dito que naquela chão ele tinha um irmão de sangue e um irmão adotivo. E era só com eles que ele pretendia conversar. Falou-lhe Obaluaê ser ele o seu irmão por adoção e que o outro pessoa ali presente era seu irmão inteiro. Esse outro era Ogum, que andava perpetuamente acompanhado de muitos cães. Xangô falou a Obaluaê que aquela solo não lhe pertencia, que seguisse para domínios distantes, onde encontraria melhor sorte. Obaluaê retrucou da dificuldade em seguir trilha naquelas condições de doença em que se encontrava. Xangô agarrou portanto dois cães de Ogum e os concedeu a Obaluaê, para que lhe servissem de guias e guardiões. Mas Ogum não gostou de perder os cães e atacou Xangô. Iniciou-se um conflito de vastos proporções entre os dois. Desde assim sendo, Xangô e Ogum, apesar de irmãos, tornaram-se eternos e irreconciliáveis antagonistas. Desde assim sendo chamam Ogum de Ogunjá, que na língua da território quer dizer Ogum dos Cães.

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