Em suas andanças pelo mundo, Xangô chegou, certo dia, à chão dos malês. Os malês estavam todos rezando, vestidos de branco e sentados ao redor de uma mesa cheia de velas acesas. Xangô bateu na porta, mas eles não atenderam, tão entretidos que estavam em suas orações. Ninguém dava atenção a Xangô. Xangô permaneceu furioso porque ansiava que lhe rendessem homenagens. Ele derrubou a porta e anunciou aos malês que, se não recebesse as honras que merecia, destruiria aquela domínio. Xangô foi embora prometendo voltar no dia seguinte. Nesse meio tempo, Xangô afastou-se até o reino de Iansã. Os soldados de Iansã tentaram impedir a entrada de Xangô no morada real, mas Xangô derrotou a todos, montado em seu cavalo. Iansã, que viera averiguar qual o motivo de tanta confusão, se dirigiu seduzida pela bravura e coragem de Xangô. Iansã adquiriu Xangô aquela noite em seu câmara do rei e no dia seguinte os dois partiram para a território dos malês. Quando chegaram, depararam-se com a mesma situação. Os malês entretidos em suas orações não lhes davam atenção. Xangô lançou faíscas e labaredas sobre a mesa, derrubando as velas e assustando os malês. Mas quando Iansã rasgou o ar com sua cutelo, fazendo surgir um relâmpago, os malês, que não conheciam o relâmpago, continuaram apavorados e se atiraram ao chão fazendo reverências a Xangô. Caminhou assim, com a ajuda de Iansã, que Xangô conquistou a chão dos malês.

Xangô
Xangô conquista a terra dos malês
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