Os descendentes de Oxalá eram meninos imensamente malcriados. Junto com outros moleques levados, sem respeito invadiam roças e fundos de quintal dos vizinhos. Roubavam frutas, mel e tudo o que podiam apanhar. Residiam atormentando os habitantes do lugar. Orunmilá e Oxalá, assim sendo, combinaram um Ebó para dominar os traquinas, acalmar os seus oris. Oxalá conduziu os herdeiros à habitação de Orunmilá, onde os meninos mantiveram-se reclusos para as obrigações. No outro dia, os outros meninos vadios seguiram procurar os rebentos de Oxalá, mas não os acharam para levá-los às suas algazarras. Seguiram desse modo para suas aventuras sem os descendentes de Oxalá. Mas, quando se encontravam na copa de uma árvore, comendo as frutas e rindo do roubado proprietário, eis que o dono surge gritando contra eles e dando tiros para o ar. O susto das crianças foi embora tamanho que caíram lá de cima, no chão, quebrando pernas, braços e cabeça. Os herdeiros de Oxalá, que estavam em paz na morada de Orunmilá, em oferendas para acalmar o buliçoso temperamento, livraram-se, assim, do castigo que os companheiros obtiveram. Com a lição e com o ebó, apanharam juízo e cresceram pessoas respeitosos e respeitados.

Oxaguian
Oxalá salva seus filhos com a ajuda de Orunmilá
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