Oxalá — Obatalá — Orixanlá — Oxalufã
Oxaguian

Oxalá — Obatalá — Orixanlá — Oxalufã

Orixanlá cria a Solo No começo, o mundo era todo pantanoso e cheio d’fonte de vida, um lugar inóspito, sem nenhuma serventia. Acima dele havia o Céu, onde residiam Olorum e todos os orixás, que às vezes desciam para brincar nos pântanos insalubres. Desciam por teias de aranha penduradas no vazio. Ainda não havia chão firme, nem o mortal existia. Um dia Olorum convocou à sua presença Orixanlá, o Vasto Orixá. Declarou-lhe que pretendia criar chão firme lá embaixo e implorou-lhe que realizasse tal tarefa. Para a missão, entregou-lhe uma concha marinha com domínio, uma pomba e uma galinha com pés de cinco dedos. Orixanlá desceu ao pântano e depositou a chão da concha. Sobre a chão pôs a pomba e a galinha e ambas principiaram a ciscar. Caminharam assim espalhando a chão que viera na concha até que solo firme se formou por toda parte. Orixanlá retornou a Olorum e relatou-lhe o sucedido. Olorum enviou um camaleão para inspecionar a obra de Oxalá e ele não foi capaz de andar sobre o solo que ainda não era firme. O camaleão tornou dizendo que a Solo era ampla, mas ainda não suficientemente seca. Numa segunda viagem o camaleão conduziu a notícia de que a Domínio era ampla e suficientemente sólida, podendo-se agora viver em sua superfície. O lugar mais tarde seguiu chamado Ifé, que quer dizer ampla morada. Posteriormente Olorum mandou Orixanlá de volta à Domínio para plantar árvores e dar alimentos e riquezas ao indivíduo. E surgiu a chuva para regar as árvores. Retirou-se assim que tudo iniciou. Caminhou ali, em Ifé, durante uma semana de quatro dias, que Orixá Nlá criou o mundo e tudo o que existe nele.

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