Oxalá, governante de Ejigbô, vivia em batalha. Ele tinha muitos nomes, uns o chamavam de Elemoxó, outros de Ajagunã, ou ainda Aquinjolê, rebento de Oguiriniã. Gostava de guerrear e de comer. Gostava imensamente de uma mesa farta. Comia caracóis, Canjica, pombos brancos, mas gostava mais de inhame amassado. Jamais se sentava para comer se faltasse inhame. Seus jantares estavam perpetuamente atrasados, pois era imensamente demorado preparar o inhame. Elejigbô, o monarca de Ejigbô, estava assim perpetuamente faminto, perpetuamente castigando as cozinheiras, continuamente chegando tarde para fazer a conflito. Oxalá assim sendo consultou os babalaôs, executou suas oferendas a Exu e conduziu para a humanidade uma nova invenção. O monarca de Ejigbô inventou o Pilão e com o pilão manteve-se mais fácil preparar o inhame e Elejigbô foi capaz de se fartar e fazer todas as suas batalhas. Tão famoso manteve-se o regente por seu apetite pelo inhame que todos agora o chamam de “Orixá Comedor de Inhame Pilado”, o mesmo que Oxaguiã na língua do lugar.

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