Houve um tempo em que os orixás moram do outro lado do oceano. Mas em seguida tiveram que vir para o lado de cá, para acompanhar seus descendentes que partiram trazidos como escravos. Assim surgiram todos e assim aproximou-se Oxaguiã. Oxaguiã surgiu boiando na superfície do mar, navegando no tronco flutuante de uma árvore. A travessia durou imensamente tempo, mais de um ano. Afastou-se nessa viagem que Oxaguiã conheceu Iemanjá, que era a dona do próprio mar em que viajava Oxaguiã. De pronto se conheceram e prontamente se gostaram. Oxaguiã era moço, forte, corajoso; Iemanjá era pessoa bonita, destemida e sedutora. Iemanjá engravidou de Oxaguiã e nove meses em seguida entregou à luz um menino, que desde então nasceu valente e forte, querendo guerrear. Mais tarde denominaram o menino de Ogunjá, porque o combatente gostava de comer cachorro. Perpetuamente que ia à confronto, a progenitora o acompanhava e portanto todos a chamavam Iemanjá Ogunté. Oxaguiã, Ogunté e Ogunjá formam uma família de soldados. E eles são imensamente festejados no Brasil.

Oxaguian
Oxaguiã encontra Iemanjá e lhe dá um filho
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