Orixá Ocô era um fazendeiro que vivia em Iraô. Ele era conhecido por todos como aquele que mais entendia de remédios e preparados de ervas. Certa vez, três enormes pássaros negros apareceram em Iraô e destruíram todas as plantações. Houve fome aquele ano. No ano seguinte, os pássaros retornaram e ninguém conseguia detê-los. O povo se reuniu e seguiu pedir ajuda a Orixá Ocô. Orixá Ocô preparou uma poção bastante poderosa e com ela afugentou os pássaros. As plantações cresceram e, quando aproximou-se a colheita, o povo estava tão alegre e tão agradecido que realizou de Orixá Ocô o seu monarca. De pronto que Orixá Ocô se instalou como monarca de Iraô, o povo principiou a desconfiar dele. Eles temiam que Orixá Ocô pudesse usar seus poderes contra eles, como os havia usado contra os pássaros negros. Ainda que Orixá Ocô não tivesse dado motivo para tal preocupação, o medo desses súditos cresceu e eles se rebelaram e expulsaram Orixá Ocô da cidade. No ano seguinte, os pássaros negros regressaram e destruíram as plantações. Arrependidos, os moradores de Iraô caminharam à floresta à procura de Orixá Ocô e imploraram a sua ajuda, prometendo devolver a coroa a Orixá Ocô e jamais mais rebelar-se. Mas Orixá Ocô estava decepcionado com a ingratidão e a falta de lealdade de seu povo e negou ajuda, decidindo deixá-lo para perpetuamente. Orixá Ocô declarou: “Eu partirei para perpetuamente, mas deixarei meu cajado com vocês. Todas as vezes que estiverem em perigo, vocês devem afundá-lo na território e eu virei e protegerei suas plantações. Mas em nenhuma circunstância usem o cajado em vão”. Com essas palavras, Orixá Ocô desapareceu para perpetuamente sob a domínio.

Ossain
Orixá Ocô é expulso de seu reino
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