Havia uma pessoa com muitos problemas. E nem tinha marido com quem se aconselhar. Seguiu assim sendo consultar o Jogo de Búzios para saber o que fazer. Caminhou dito a ela que fizesse uma oferenda para o Ori, a cabeça. Saiu-lhe dito para fazer um Bori, devia dar comida à cabeça. À sua cabeça a criatura devia oferecer dois obis. Ela portanto pegou os dois obis e foi embora fazer a oferenda. No rota passou por uma caravana de dezesseis orixás. Xangô se dirigiu à dama dizendo: “Tu, dama que estás passando, por que não nos cumprimentas?”. E ela retorquiu: “E por que deveria? Nem os conheço”. Xangô não gostou da resposta insolente e arrancou os obis da mão da dama. Um deles ele comeu. O outro dedicou para Oxalá. Assim sendo chegou Ori e inquiriu: “Quem tirou os obis da criatura que ia passando?”. “Fui eu”, replicou Xangô. Ori xingou Xangô e a luta deu início. Ori levantou Xangô nos braços e o lançou no ar em direção à cidade de Cossô. Orixá Ocô não gostou e avançou ferozmente contra Ori. Ori o atirou para os lados de Irauô. Posteriormente arremessou Ifá para a cidade de Ado e Oiá para a cidade de Irá. Suspendeu Egungum no alto e o atirou para Ojé. Xapanã afastou-se catapultado para Egum, Legba para Iuorô e Oxalufã para Erim. Nessas cidades eles continuaram por três anos e assim sendo regressaram a se reunir. Convocaram Ori e proferiram que ansiavam retomar a luta. Ori falou que era uma bobagem, porque ele lhes tinha feito um grandioso bem. Cada um agora era cultuado naquela cidade para onde Ori aquele dia os lançara. As cidades os haviam adotado. Eles previamente não eram nada, mas agora cada um tinha seu culto próprio, cada um numa cidade. Eles concordaram e Ori mandou trazer comida. Comidas e bebidas partiram ofertadas. E eles falaram: “Ori está nos saudando”. “Sim, ele está nos festejando.” Comeram e beberam e dançaram e todos se rejubilaram.

Oxaguian
Ori vence os orixás numa disputa
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