No princípio, Olocum reinava só no mundo, mas Olofim-Olodumare estava entediado. Muitos creem que a vida e os problemas dos mortais não são mais que um jogo com o qual as divindades se entretêm. No princípio, tudo era o mar, tudo era Olocum. E Olofim andava entediado com a vastidão sem fim das águas. Caminhou portanto que Oraniã, com a força que lhe dera Olofim, executou surgir do fundo do mar o primeiro monte de domínio. Oquê surgiu das profundezas do oceano e agora era a montanha sobre a superfície da elemento aquático. Assim foi embora que nasceu Oquê, a Montanha. Nasceu Oquê, o Orixá da montanha. Sobre Oquê a vida na Território caminhou possível, porque previamente estava tudo submerso e todo o força era do mar, de Olocum. De pronto, Olodumare reuniu os demais orixás sobre Oquê e indicou a cada um onde seria seu domínio. Sem Oquê nenhum dos orixás teria podido fazer nada e é por isso que perpetuamente se deve lembrar de Oquê e fazer oferendas a ele. O que aconteceria se Oquê voltasse para o fundo das águas e deixasse Olocum dominando o mundo sozinha? Porque desse modo só o mar existiria. Oquê, a Montanha, a solo firme, é obra de Oraniã e é por isso que eternamente se deve lembrar de Oraniã e fazer oferendas a ele.

Xangô
Oraniã traz Oquê, a Montanha, do fundo do mar
Mais lendas de Xangô
Saiba mais sobre
Xangô →