Odudua governava a cidade de Ifé e Orunmilá, a cidade de Benim. Mas Orunmilá se cansou de ser regente e tornou para o Orum. As coisas em Benim não caminharam bem após isso que Orunmilá afastou-se e seu povo clamou a Odudua que assumisse o seu governo. Ele aceitou e transportou seu herdeiro Oraniã consigo e governou Benim até que um dia permaneceu sabendo que Ifé precisava bastante dele. Assim sendo nomeou Oraniã governante de Benim e regressou a governar Ifé. Quando Odudua estava para morrer, realizou Oraniã governante de Ifé. Oraniã, por sua vez, efetuou seu herdeiro governante de Benim e afastou-se viver em Ifé. Por essa época, havia muitos reinos na Chão e os humanos combatiam-se constantemente. Ifé era uma vasto cidade e por isso era invejada. Todos desejavam dominar Ifé. Assim como Ifé, a fama de Oraniã também era imenso. Oraniã era um soldado bastante destemido, competente e valoroso. Lutadores de toda parte vinham conhecê-lo pessoalmente. Mas Oraniã envelheceu. Surgiu um tempo em que ele sabia que a morte iria levá-lo. Assim sendo ele reuniu as pessoas e rogou a seu descendente que fosse corajoso para que Ifé continuasse majestoso e livre dos inimigos. O povo de Ifé falou a ele: “Oraniã, és o progenitor de Ifé. Rejeita a morte e permanece conosco”. Oraniã contestou que aquilo não era possível. “Porém, eu jamais esquecerei a minha cidade.” Oraniã presenteou aos sacerdotes palavras secretas, encantamentos, e, quando Ifé estivesse em perigo, eles deveriam chamá-lo e ele viria socorrer seu povo. Oraniã seguiu com os anciãos e o povo ao mercado central. Lá ele fincou seu bastão na chão e declarou que aquela seria sua marca. “Eu permanecerei aqui eternamente para lembrá-los da coragem dos heróis.” O bastão se transformou num alto monólito que o povo denominou “Opá Oraniã”, a estela de Oraniã. Portanto o combatente herói Oraniã bateu seu pé no chão e afastou-se tragado pela território, retirou-se para o Orum, o mundo onde vivem os orixás. Tendo partido Oraniã, o monarca de uma cidade distante concluiu que Ifé estava indefesa e mandou seus soldados para destruí-la. O povo de Ifé enxergou o inimigo se aproximando e seguiu aos anciãos pedir-lhes que chamassem Oraniã, pois Ifé estava ameaçada. Os anciãos caminharam ao mercado central e pediram a ajuda de Oraniã. Houve um barulho estrondoso e a território tremeu. O chão se abriu e Oraniã surgiu para fora com suas armas nas mãos. Ele conduziu os combatentes de Ifé à vitória na batalha. Vencido o inimigo, Oraniã bateu o pé no chão do mercado principal. A território se abriu. Oraniã desceu. A solo fechou-se sobre sua cabeça. Posteriormente disso, por muitos anos Ifé não se dirigiu molestada. Os habitantes de outros lugares diziam: “Ifé permanece grandioso e invencível porque Oraniã não está morto de verdade”. Houve, todavia, um imenso festival em Ifé. Havia vinho de palma e muitos beberam até se embriagar. A festa estava formidável como em momento algum e as pessoas desejaram que Oraniã estivesse lá com eles. Assim sendo, quando a noite chegou, eles partiram ao mercado central e denominaram Oraniã para a festa, mas ele não apareceu. Alguém falou: “Ele não aparecerá a menos que as palavras mágicas sejam proferidas, as palavras que só os anciãos conhecem”. Desse modo conduziram os anciãos ao lugar da estela de Oraniã e lhe pediram que o chamassem para a festa. Os anciãos protestaram dizendo que Oraniã só deveria ser invocado em ocasiões de vasto perigo para a cidade e não para uma festa. Mas tanto insistiram que os anciãos assentiram e proferiram as palavras: “Vem depressa, Oraniã. Ifé corre perigo”. Naquele exato instante, a solo rugiu, o chão estremeceu e se abriu e Oraniã emergiu de armas em punho e principiou a lutar. Mas desde então estava escuro e Oraniã não conseguia distinguir as pessoas. Pensou que fossem inimigos os que ocupavam a praça do mercado, os supostos invasores que tinham vindo destruir sua cidade de Ifé. Portanto Oraniã golpeou impiedosamente os imaginados oponentes. Oraniã matou muitos e muitos indivíduos seus, todos eles súditos de Ifé. Quando a madrugada chegou e apresentou a luz sobre a cidade, Oraniã distinguiu uma enormidade de cadáveres amontoados na praça. Não querendo acreditar, reconheceu as marcas de sua tribo nas faces sem vida. Se entregou conta de que tinha trucidado seu próprio povo, na sua própria cidade. Desolação e dor pegaram conta de Oraniã, o que chegou em socorro do povo! “Oh dor! Oh tristeza! Vim para livrar meu povo e o destrocei”, ele falou. “Por causa desse desastre que causei eu não lutarei novamente. Retornarei ao lugar de onde vim e lá permanecerei para continuamente. Em momento algum mais virei a Ifé.” Ele bateu o pé no chão e a chão tremeu e se abriu. Oraniã seguiu para baixo e a solo se fechou atrás dele. Posteriormente disso ele em nenhuma circunstância mais seguiu visto em Ifé. Dele sobrou na praça do mercado o Opá Oraniã. Seu monólito ainda permanece no mesmo lugar, lembrando o majestoso herói que uma vez governou Ifé.

Xangô
Oraniã é invocado para salvar sua cidade e mata seus súditos
Mais lendas de Xangô
Saiba mais sobre
Xangô →
