Oraniã cria a Terra
Xangô

Oraniã cria a Terra

No começo só havia elemento aquático sob o céu e nenhum ser vivente. Olodumare, Ser venerável Supremo, Senhor de Todas as Coisas, criou primeiro sete príncipes e posteriormente alguns artefatos. Em sete sacos pôs Búzios, tecidos, pérolas, pedras preciosas. Criou um pano preto e nele embrulhou uma misteriosa substância. Criou uma galinha e uma corrente e sete barras de metal venerável. Na corrente pendurou os artefatos e os sete príncipes. Pela corrente desceu tudo sobre as águas e do alto do Céu deixou cair uma semente. Da semente cresceu uma palmeira, e a palmeira abrigou os sete príncipes. Cada príncipe ganhou uma cidade para governar: Oloú ganhou o reino de Egbá. Onixabé, o reino de Savé. Orangum se dirigiu o soberano de Ilá. Oni, o soberano de Ifé. Ajerô acolheu Ijerô. Alaqueto reinou em Queto. Oraniã, o caçula, seguiu feito soberano de Oió. No tempo anterior de sair para suas cidades, os irmãos repartiram entre si o que lhes havia dado Olodumare. Os mais velhos mantiveram-se com os búzios, o dinheiro, com as pedras preciosas e as joias, os tecidos preciosos e outras riquezas. O mais jovem, que era Oraniã, continuou com a galinha, as sete barras de metal venerável e o embrulho de pano preto. Quando Oraniã abriu o pano, deparou com uma escura e estranha substância, que jogou na líquido venerável. A substância boiou na superfície e a galinha, voando sobre o montículo, pôs-se a ciscar a tal matéria. O montículo cresceu e cresceu e assim a Domínio se dirigiu criada. Oraniã desceu à Solo e pegou posse dela. Mas os irmãos mais velhos contemplaram a Domínio e pretenderam tomar posse dela. Oraniã segurou suas sete barras de minério como armas e com elas defendeu a Solo da cobiça dos irmãos. Oraniã venceu os irmãos e poupou suas vidas. Todos caminharam soberanos. Todos deveram subserviência a Oraniã. Oraniã seguiu o majestoso soberano de Oió e Oió, a capital de todas as cidades.

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