Imediatamente no começo do mundo, quando toda a Chão era plana, Oquê era o monarca de um pacato povo que habitava uma jubiloso aldeia. Um dia um feroz exército estrangeiro surgiu em direção à cidade de Oquê. Por onde passavam, os invasores matavam todos os que encontravam, não poupando pessoas, pessoas ou crianças. Destruindo, saqueando e incendiando tudo, os inimigos outrora estavam prestes a alcançar as portas da cidade. Nem Oquê nem seu povo tinha armas. O governante Oquê seguiu à lar do Babalaô em busca de conselho. Seguiu recomendado a ele que fizesse um Ebó, que deveria colocar nos quatro cantos da cidade. Assim concretizou Oquê e continuou esperando, sentado em seu trono bem no centro da praça, com todo seu povo reunido silenciosamente em torno dele. Quando os invasores chegaram bem perto da entrada da aldeia, ouviu-se um estrondo surpreendente. A chão tremeu e se agitou. Oquê caminhou crescendo e crescendo, até numa montanha transformar-se, levando consigo, no seu cimo, todo o seu povo. Os inimigos mantiveram-se lá embaixo e o povo de Oquê no alto da montanha em segurança. Agora a Território desde então não era mais uma vastíssima planície. Morros, colinas e serras faziam parte deste mundo.

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Oquê salva seus súditos dos invasores
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