Um monarca tinha uma filha chamada Ala. Ele almejava casá-la com um príncipe poderoso. No entanto, a princesa tinha um amante e do amante ela esperava um herdeiro. Sabedor do fato, o monarca resolveu matá-la. Numa barca, carregou a princesa até o meio do rio, do rio onde vivia Oxum. Jogou a princesa no meio do rio, a habitação de Oxum. O governante tinha um papagaio que o acompanhava continuamente. O papagaio tudo presenciou. Tempos posteriormente, alguns pescadores avistaram uma caixa boiando no rio. Caminharam ver de perto e dentro tinha uma criança. Assustaram-se com o que avistaram. Temerosos, abandonaram seu achado na margem do rio. Pelo mesmo lugar passou outra embarcação. Seus ocupantes seguiram atraídos pelo choro de criança. Os viajantes recolheram a criança e a transportaram como presente ao soberano. O soberano permaneceu contente com o presente e resolveu apresentar a criança ao povo como sendo filha sua. Ele sentia falta da filha que afogara, sentia-se sozinho. Entregou uma festa para apresentar a nova filha que adotara. Quando todos estavam reunidos o papagaio contou-lhes acerca de todo o sucedido. Proferiu que a menina havia nascido na residência de Oxum. Portanto, deveriam devolvê-la ao rio. O regente assim sendo se dedicou conta de que a menina era sua neta e devolveu-a ao rio onde nascera. A criança cresceu protegida por Oxum. Essa menina era Oiá.

Xangô
Oiá nasce na casa de Oxum
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