O soberano dos nupes andava preocupado com a segurança de seu povo. Temendo uma invasão iminente, seguiu procurar os adivinhos, que consultaram Ifá e lhe recomendaram que oferecesse uma peça de tecido negro, que deveria ser rasgada por uma criatura virgem. O soberano escolheu sua filha para o ritual. A jovem rasgou o pano, cantando “Oiá, ela cortou”. Diante de todos, a filha do soberano atirou ao solo os pedaços rasgados do pano preto. Os trapos prontamente transformaram-se em águas negras, que correram formando o poderoso e protetor, o rio de águas negras, Odô Oiá. O rio-Orixá garantiu o isolamento da chão e protegeu o reino.

Xangô
Oiá cria o rio dum pedaço de pano preto
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