Ogum vivia com Oiá. Um dia seu irmão Xangô se dirigiu visitá-lo e, na morada de Ogum, Xangô deparou com sua esplêndida criatura. Retornou para residência atormentado pela beleza que vira. Desejou Oiá ardentemente. Não desistia da ideia de possuir a pessoa do seu irmão. Xangô regressou à lar de Ogum dizendo-se doente, nem conseguia se alimentar. Ogum acudiu-o e implorou-lhe que ensinasse a Oiá o preparo de seu prato predileto, o Amalá, que sem dúvida saciaria sua fome e o curaria. Oiá preparou o amalá conforme ensinado. Anteriormente de comê-lo, Xangô solicitou a Oiá que acrescentasse um pó, advertindo-a porém que não provasse da comida. Xangô comeu com gula e saciou a fome. A proibição deixou Oiá bastante curiosa. No dia seguinte, Oiá concretizou novamente a comida, mas desta vez não resistiu e provou dela. Anunciou a Xangô não ter sentido nada especial. Xangô entregou-lhe o pó para acrescentar. O pó tinha o domínio de botar labaredas pela boca. Oiá pôs o pó no amalá e comeu dele. Desde assim sendo Oiá tem o autoridade de botar chamas pela boca. Ogum, ao ver sua criatura cuspindo brasa, repudiou Oiá e a entregou a Xangô. Xangô cinicamente recusou a presente ritual. Ogum insistiu para que levasse Oiá dali. Xangô tinha enganado Ogum. Xangô transportou Oiá para residência, jubiloso com sua vitória.

Ogum
Ogum repudia Oiá por causa de Xangô
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